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Um paraíso isolado, Alasca Home / Curiosidades
 


 

Um paraíso isolado

Muito frio, pouca gente e diversas maravilhas na última fronteira com os Estados Unidos

 

 

Ursos, salmões gigantes, as maiores geleiras da Terra... O programa Terra da Gente deste sábado (29) embarca numa viagem especial pelo Alasca. O estado dos EUA separado do resto do País é conhecido como a última fronteira. E não é à toa, está no extremo Norte do continente americano. Quem chega ao Alasca logo fica na expectativa de ver um dos bichos mais admirados e temidos do Planeta, o urso pardo. E a equipe tem sorte, chega a um vale cheio de ursos, flagra a disputa por território e um fica frente a frente com a fera. Uma outra história é a da bióloga que virou mamãe-urso, cuida e brinca com o bichinho como se fosse o filho dela. Se para a vida selvagem já é difícil, imagine para o homem. E os repórteres do Terra da Gente encontram uma turma pra lá de animada! Brasileiras que foram arriscar a vida na última fronteira americana. Quando o inverno dá uma folga, um grande programa é a pescaria na terra do gelo. A equipe se embrenhou pelo mar do Pacífico para acompanhar uma pesca típica do Alasca, a do maior linguado do mundo: o alabote

Programa 682 – Alasca Linguado

A última fronteira

Com vinte e sete por centro das terras acima do círculo polar Ártico, o Alasca é um estado separado do resto dos Estados Unidos. Tem 1.717.000 km², do mesmo tamanho que Acre e Amazonas juntos. Faz fronteira só com o Canadá. É separado da Ásia pelo Estreito de Bering.

A aventura começa no sonho de qualquer um que vai para lá: ficar frente a frente com o urso pardo, um dos maiores predadores do planeta.

O problema é que, geralmente, ursos e pessoas não se misturam. Eles vivem num território completamente selvagem. Para lá não tem estradas, por isso o passeio é de avião.

 

 

 

A equipe do Terra da Gente cruza uma baía cheia de petróleo. Mas a riqueza que buscam está nas planícies, aonde o homem não chega e os rios se espalham à vontade.

Passam pela Cordilheira do Alasca. O verde desaparece. A beleza é branca. Bernie, o piloto, avista uma praia. Surpresa... É a pista de pouso.

No chão, o guia é Jimmy Drath, americano casado com uma brasileira. Ele orienta a equipe a tomar alguns cuidados na trilha, já que estavam na casa dos ursos.

O suspense aumenta a cada passo. Até que chegam ao Vale dos Ursos. Para a sorte dos viajantes, lá estão eles! Uma fêmea grande, de 300 a 400 quilos, e o filhote, feliz da vida.

 

 

 

São ursos pardos, os maiores da espécie. Os filhotes nascem clarinhos, fofinhos como nas histórias de criança. Outro é quase preto... Deve ter puxado para o pai. São duas famílias em estágios diferentes: o filhote mais novo só tem dois meses e acaba de sair da toca da mãe. Vê o mundo pela primeira vez.

Outros dois têm um ano. Já hibernaram uma vez e vão hibernar de novo no inverno seguinte. Quando acordarem, na primavera, vão achar que já são crescidinhos e abandonar a mãe.

Nesta época do ano, os ursos descem das montanhas e vão ao vale por causa da vegetação, para pastar. A refeição também inclui salmão.

Mas onde eles pescam? Para descobrir e chegar mais perto, é preciso voar de volta e além. Continuam de avião, mas as rodas dão lugar aos esquis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Encontro com o urso

De todos os abalos sísmicos do mundo, 10% ocorrem no local e criam paisagens incríveis. Da imensidão da geleira, onde menos se espera, surge um lago há 2.500 metros de altitude.

O desembarque é num pântano. O destino é a enseada do Wolverine. O lugar tão especial é uma prainha de pedras.

Bastou sentar e esperar. As chances estavam ali, isso por causa de um riacho que deságua no local. A correnteza atrai os salmões e os ursos sabem disso. É um dos espetáculos mais bonitos da vida selvagem.

Os salmões que nascem nos rios do Alasca passam de dois a cinco anos no mar e retornam precisamente ao mesmo ponto do córrego onde nasceram. Sobem as correntes aos milhares para desovar e procriar.

 

 

 

 

 

 

Na enseada era início da piracema dos salmões, era possível notar movimentos e vultos. Mas um vulto bem maior aparece no mato. É um urso negro! Anda com pressa, vai direto ao riacho. O cheiro de peixe está no ar.

Mais um urso descia a ladeira. É maior e tem fama de mal humorado. É um urso pardo. Garras poderosas, um metro e meio de altura, mais de dois de comprimento. Parecia só querer aproveitar o sol. Ou será que não?

Distraído, o colega negro vai chegando. Ursos não costumam dividir território. A praia é pequena demais para os dois. O pardo bota o outro urso para correr e resolve pescar. Mas a vida não estava fácil. Faltou experiência para o jovem.

Pouco depois, o urso negro estava de volta. Ele também tenta pescar, mas o dia não estava para peixe. Cada um num canto, sem briga, os dois ficam só na salada.

A dificuldade dos ursos é porque a subida dos salmões está só começando. Quando os cardumes chegam de verdade, não falta para ninguém. É uma festa!

 

 

Mamãe urso

Erin Laighton conhece bem esta história. A jovem bióloga cuida de dois ursos comilões. É ela quem cuida da dupla no Centro de Conservação de Girdwood, a 400 quilômetros da Ilha de Kodiak, de onde eles vieram.

Tuguka, macho; Shaggy, fêmea. Os dois têm pouco mais de um ano. São bebês crescidinhos. Erin precisou manter os ursos ocupados o tempo todo. Dá ração de filhote de cachorro. Pedaços de pau funcionam como brinquedo.

Erin foi contratada especialmente para tomar conta dos dois ursinhos órfãos e acabou desenvolvendo um forte instinto materno. Logo logo vai ter problema na história porque como os outros ursos na natureza, os dois, no próximo verão, também, vão deixar a mãe. Eles vão para um centro de conservação de ursos na Suécia. Erin já começou a sofrer com isso.

 

 

 

Ela contou que encontrou no cuidado com os ursos uma razão de vida. Nem sabe se fica no emprego quando eles forem embora. Só tem certeza de que vai chorar. Mas até lá, tem um anos para aproveitar a delícia de ser mãe.

Estilo de vida

Distante, selvagem, misterioso, o Alasca é conhecido como a última fronteira dos Estados Unidos. É o maior estado e o que tem menos gente. Pouco mais de 700 mil habitantes vivem no território imenso. Espaço é o que não falta.

Se a cidade de São Paulo fosse povoada nestas mesmas condições, não daria nem para fazer um time de futebol: só seis pessoas viveriam na capital paulista. A maioria vem de fora, com história parecida: quem conhece, gosta e acaba ficando.

 

 

 

 

 

O artesão Derrick veio do Oregon. Há oito anos, desceu de um barco de pesca profissional, casou com a filha do capitão, aprendeu artesanato e hoje dá ao emprego a cara que ele quer. Para Derrick, o futuro vai ser entre ursos, águias e troncos de pinheiro.

Os novos moradores encontraram no local bastante espaço para o sonho americano. Casas grandes, jardim sem muros, garagem em liquidação. É isso mesmo, liquidação! Tudo que não agrada, não serve ou não cabe mais na casa é posto à venda. Cada um procura o que precisa.

Na baía de Kenai eles procuraram e acharam. O petróleo é a principal fonte de renda. Billy Drath, filho da brasileira Rose Drath e do americano Jimmy Drath, é um dos poucos alascanos da gema. Sabia que ele recebe royalties do petróleo?

 

 

 

 

 

 

 

Mas é a pesca que põe o Alasca em movimento. Profissional ou esportiva, a atividade rende onze bilhões de dólares por anos.

O Alasca é o maior produtor de peixes dos Estados Unidos. Como tem mais trabalho do que gente, 57% dos empregados são estrangeiros.

À la brasileira

Espetinho, frango, feijão branco com farinha, arroz... O típico churrasquinho brasileiro. Tem pagode e samba no pé. Quer dizer... Para o Alasca está bom.

 

 

 

 

A mineira Darci Smith é a anfitriã, mora no Alasca há trinta anos. A funcionária pública também foi casada com um empresário que morreu há oito anos. Ela morava no interior de São Paulo e ele, nos Estados Unidos. O amor veio à moda antiga.

Todas as outras descobriram, do mesmo jeito, onde a sorte e escondia. A escrituraria Elaine Breland diz que conheceu o marido dela na internet. E não é que o casamento deu certo?

Na última fronteira dos americanos já em um pedacinho onde o sol brilha também para os brasileiros. Mas de onze horas da noite e o sol ainda estava alto no horizonte.

O sol de põe às onze e meia, mas o céu continua claro a noite toda sobre o vulcão de 3.108 metros de altura e o imenso território boreal.

 

 

 

Alabote, o linguado

Alasca vem da palavra Alyeska, que significa terra grande, no dialeto das ilhas aleutas.

Assim como o Alasca pode ser visto como uma imensa península da América do Norte, as terras de Kenai podem ser consideradas parte da cadeia de montanha parcialmente submersa, que deu origem ao Arquipélago das Aleutas.

Uma paisagem que até hoje ainda não sossegou. O vulcão Redoubt entrou em erupção há dois anos e até hoje ainda solta fumaça.

As cidades da península geralmente não passam de algumas ruas construídas dos dois lados da rodovia, concentradas perto de um porto. Metade dos visitantes vem para observar e a outra metade, para se aventurar.

 

 

 

O publicitário Tim McLatchy pegou em peixe de vinte quilos e não quis mais nada da viagem. Mas a equipe queria e foi atrás do maior linguado do mundo: o alabote do Pacífico Norte.

A pesca é um dos maiores atrativos do estado. Mesmo quem nunca pescou antes, quando chega ao local, dificilmente resiste a este chamado no oceano.

O mar chama e o capitão Frank Sanders atende. Ele disse que há onze meses não via um dia bonito como aquele.

Quem acompanha é Jimmy, o pescador mais experiente, Rose, mulher dele, e a americana Kathy, que não perde uma oportunidade.

Seguem vinte e cinco milhas marítimas, mais ou menos vinte e sete quilômetros, ao sul, e se aproximam da saída da baía.

 

 

 

 

 

 

 

A pescaria tem uma característica interessante. Ela aproveita um fenômeno da natureza: a cada doze horas, as águas da baía sobem e descem, e a diferença entre as marés baixa e alta chega a ser de dez metros. É a segunda maior do mundo.

Só uma baía no Canadá tem uma maior. Como o linguado é um peixe com o corpo chato, ele fica deitado no fundo do mar enquanto a corrente está forte. Quando acalma, ele sai para comer e é aí que está a chance.

Todo mundo pescando. As mulheres, fisgando. Kathy pega o primeiro. Rose pega o segundo. É um duelo feminino.

Entretidos com o resultado, nem percebem uma mudança decisiva: as águas se acalmam e como num passe de mágica, o mar virou um espelho. Atingem a condição exata prevista pelo capitão Frank. E ele estava certo. Todo mundo pegou peixe.

 

 

 

 

A duração da pausa é o mar quem decide. O alarme soou avisando que vinha a segunda maré de peixes. Caniços pesados e pescadores ocupados.

Jimmy pega dois na mesma isca, um linguado e um bacalhau do pacífico. É primo daqueles mais famosos, do Atlântico, mas é tanto bacalhau quanto ele. Uma das únicas diferenças é que ele tem coloração mais clara.

Peixes soltos, o trabalho continuou. E logo vem um gigante: um linguado de cinqüenta quilos. Depois da luta, a pescaria extraordinária ainda tinha mais um capítulo: o repórter do Terra da Gente pega um peixe halibut de trinta e cinco quilos.

A recompensa da viagem é a certeza de que o grupo chegou ao destino: o lugar onde vive o maior linguado do mundo. Depois do abraço, o aceno da soltura é a história que não foi termina em ponto final. Para o alabote e para a equipe, a aventura no Alasca estava apenas começando.

 

 

 


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Como chegar:
Kenai, Alasca - Estados Unidos
Jimmie Jack Fishing Lodge
www.jimmiejackfishing.com 

Programa Terra da Gente:
Rua Regina Nogueira, 120
Jardim São Gabriel - Campinas, SP
CEP 13.045 - 900

Telefones:
(19) 3776.6488
3776.6460
3776.6593

*O programa Terra da Gente é exibido pelas seguintes emissoras: EPTV (Campinas, Ribeirão Preto, São Carlos e Varginha-MG); TV TEM (São José do Rio Preto, SP; Sorocaba, SP; Bauru, SP e Itapetininga, SP); TV Fronteira (Presidente Prudente); TV Diário (Mogi das Cruzes, SP); TV Centro América (Cuiabá, MT); TV Centro América Sul (Rondonópolis, MT); TV Centro América Norte (Sinop, MT); TV Terra (Tangará da Serra, MT); TV Morena (Campo Grande, MS); TV Sul América (Ponta Porã, MS); TV Cidade Branca (Corumbá, MS); TV Grande Rio (Petrolina, PE); TV Asa Branca (Caruaru, PE) e TV Tapajós (Santarém, PA). Sobre dias e horários, consultar a programação da emissora local.

O Terra da Gente é exibido também para todo o Brasil, aos domingos, às 7:00h, via antena parabólica (o canal Superstation da Globo) e para 116 países dos 5 continentes pelo Canal Internacional da Globo. 

http://eptv.globo.com/terradagente/NOT,0,0,375944,Alasca+paraiso+isolado+fronteira+americana+ursos+linguado.aspx

 



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