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Iniciada obra de Belo Monte Home / Meio Ambiente
 


Consórcio que faz a hidrelétrica no Pará diz que barragem provisória de 500 metros já está sendo construída à margem esquerda do rio

Terra da Gente, com info Globo Natureza/ G1 Brasília

Desde o anúncio da construção da usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, considerada uma das principais obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, as polêmicas têm sido uma constante. Teve manifestação de cineasta de Hollywood e de um grupo de artistas brasileiros contra a obra, e está previsto o lançamento, em março, do documentário “Belo Monte, anúncio de uma guerra”, idealizado e produzido por André D’Elia, que há dois anos visita a região de floresta amazônica para a realização de entrevistas com moradores de cidades próximas ao canteiro de obras da usina, como Altamira e Vitória do Xingu.  

Pois bem. Apesar de todo o ôba-ôba em torno da hidrelétrica, o consórcio Norte Energia informou ontem que já deu início às obras no leito do Rio Xingu para a construção da usina (leia-se uma ensecadeira – pequena barragem provisória, feita com terra e rochas e sem uso de concreto – na margem esquerda do rio, entre a Ilha do Forno e a Ilha Pimental).  

A ensecadeira tem 500 metros de extensão, o que equivale a 15% da medida total da barragem definitiva, que terá 6,8 quilômetros. Esta barragem vai permitir que outras obras sejam executadas no leito do rio sem que o fluxo de água seja interrompido.
De acordo com a Norte Energia, a ensecadeira faz parte da primeira etapa de obras no sítio Pimental que vão permitir o acesso de máquinas à área onde será instalada a casa de força suplementar da hidrelétrica de Belo Monte, com capacidade para gerar 233,1 MW. Depois de concluída, a usina de Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do País, atrás somente da binacional Itaipu.  

O consórcio informou ainda que as obras no leito do Rio Xingu estão de acordo com as determinações da licença de instalação emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em nota, ele destaca ainda que já encerrou as negociações para a retirada dos moradores da comunidade de São Pedro, a mais próxima do local. Todas as famílias devem deixar a região até o final deste mês, diz a Norte Energia.  

 

 

Entraves judiciais  

Em dezembro do ano passado, a Justiça Federal do Pará revogou uma liminar concedida pela própria instituição em setembro e que determinava a paralisação parcial imediata da obra da Hidrelétrica de Belo Monte. A liminar que barrava as obras atendia um pedido da Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira (Acepoat), cujos integrantes trabalham na região da futura usina, e proibia a Norte Energia de fazer qualquer alteração no leito do Rio Xingu.  

De acordo a sentença proferida pelo juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, na ocasião, a pesca de peixes ornamentais "não será afetada pois o curso d’água não será alterado e não haverá grande variação na vazão por segundo, sem grandes influências, portanto, no habitat das espécies ornamentais de pesca permitida”.  

Ainda segundo o magistrado, os impactos ambientais só serão percebidos quando a construção for concluída, já que os estudos feitos sobre o tema são apenas previsões.

 

 

 

 

http://eptv.globo.com/terradagente/NOT,0,0,389191,Iniciada+obra+de+Belo+Monte+no+Xingu.aspx



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