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Feira do Peixe vivo agora será mensal

Os preços elevados de pescados e mariscos em supermercados e feiras de Belém têm afastado consumidores da sessão de peixes. A falta destes alimentos na mesa deixa uma deficiência na nutrição, já que são fontes de proteínas, ferro e outros minerais, além de conter os célebres ácidos graxos ômega-3. Algumas iniciativas como a Feira do Peixe Popular, do Governo do Estado, estão tentando driblar a carência e garantir pescado no prato do cidadão paraense.

A feira chegou a comercializar mais de cinco toneladas de pescado no último sábado, durante a segunda edição do evento só este ano. A Secretaria de Pesca e Aqüicultura (SEPAq), com o apoio da Superintendência do Ministério da Pesca no Pará, levou um caminhão com tipos para serem vendidos pela metade do preço no estacionamento do Centur. No local, podiam ser encontrados: pescadas (branca e amarela); dourada; bacalhau; cação; gurijuba; e camarão rosa.

Quem não perdeu tempo e foi logo nas primeiras horas do atendimento garantir o peixe para toda família foi a dona de casa Maria Oliveira, 72 anos. Foi a primeira vez que ela comprou peixe nesta ação do governo e declarou estar com receio quanto à qualidade, mas garantiu que o preço agradou: “Em casa consumimos muito peixe. Quando fiquei sabendo da feira resolvi dá uma conferida para saber se vale a pena”, justificou ela, que comprou quatro quilos de filhote e cinco de pescada branca.

A equipe do DIÁRIO percorreu alguns supermercados com a tabela de preços ofertados durante a Feira do Peixe em mãos e constatou o baixo valor da lista do governo. Enquanto na feira um quilo de filé de dourada custou R$ 12, em um supermercado da cidade esse valor quase duplicou, chegando ao preço de R$ 22. O camarão rosa fresco, considerado item de luxo para muitos que estiveram na feira, pôde ser adquirido por R$ 25, enquanto em supermercados da cidade esse valor chega a R$ 45.

Porém não foram apenas os peixes que fizeram sucesso entre os consumidores. Na falta do caranguejo, que está no período do defeso, a ostra foi muito procurada durante toda a manhã. O produto, oriundo do cultivo em fazendas marinhas, foi um dos mais vendidos.

O titular da Sepaq, Henrique Sawaki, contou que pretende realizar uma feira por mês, para agregar ao consumidor o costume de comprar o pescado e enriquecer sua alimentação. “No ano passado produzimos nove ações deste tipo, sendo uma na cidade de Marabá, no sul do Pará. Conseguimos isso graças a parcerias com indústrias e empresas que comercializam o pescado”, destacou o secretário.

(Diário do Pará)

 




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