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Santiago de Chile, 15 fev (Prensa Latina) Organizações sociais da austral região de Aysén, na Patagônia chilena, iniciaram um programa de mobilizações orientado à solução de um conjunto de históricas reivindicações nessa zona do país.
Estamos em combate , assinalou o presidente dos pescadores artesanais de Porto Aysén, Marcos Silva, quem confirmou a Rádio Cooperativa que esta quarta-feira foi tomado o aeroporto da localidade, único em mil 600 quilômetros ao sul desta capital.
Silva criticou ao governo por desatender as demandas do setor pesqueiro e por reprimir os atos de protesto.
A véspera, cidadãos de Coyhaique, capital de Aysén, denunciaram a arremetida da força policial contra os trabalhadores mobilizados e em particular o excessivo uso de gases lacrimogêneos, fato recolhido por emissoras locais.
Denominado Aysén, meu problema é tu problema , o movimento social reclama além do atendimento a setores adiados, baixar os preços dos combustíveis e da canasta básica.
Assim mesmo garantir equidade trabalhista e qualidade na saúde e que se aprove a implementação na região de uma universidade pública de alta qualidade e formação acadêmica.
Convocam ademais a um plebiscito para que se determine por vontade popular a continuidade ou suspensão de projetos energéticos como o de Hidroaysén, os que consideram destruirá o patrimônio natural da Patagônia.
Propõem ademais facilitar rotas de acesso para o pequeno e médio camponês e favorecer com pensões a discapacitados e idosos.
Os pescadores de Aysén opõem-se também ao projeto de Lei de Pesca em tramite no Congresso por considerar que privatiza os mares do sul do Chile.
À região se tem como um botim para os ricos empresários, os que são apoiados pelo governo, expressou Patrício Segura, representante do Movimento Cidadão Patagônia Unida Sem Represas.
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